Seu cachorro entende (e gosta) quando você fala com ele como se fosse um bebê


Se tem alguém que acha graça e zomba de você dizendo que seu cachorro não entende ou não está nem aí para a sua vozinha de bebê, mostre esse texto a essa pessoa e diga que sim, você tinha razão! Um artigo científico publicado neste ano revelou que os pets prestam mais atenção e preferem quando seus humanos falam com a linguagem simplificada e a voz mais aguda, fenômeno linguístico chamado pelos especialistas de “maternês”.


O mistério também circula entre os que pesquisam a relação maternal com crianças nos primeiros meses de vida. Alguns dizem que a mudança de vocabulário e tom de voz ao se dirigir aos bebês ajude no aprendizado da linguagem, além de fortalecer laços emocionais. E, ao que parece, usar a mesma tática para “conversar” com animais de estimação é um hábito que também faz certo sentido.


E mais: não adianta usar essa linguagem para falar qualquer coisa. Não é só o como se diz que os interessa, mas também o que se diz. Para chegar a isso, foram feitos dois experimentos. 37 cachorros (20 machos e 17 fêmeas) participaram do primeiro.


Eles foram colocados em salas com seres humanos, que ora falaram conteúdo interessante para os cachorros (como “vamos passear?”) com voz de bebê, ora falaram conteúdo adulto (como “fui ao cinema”) com voz normal. Os cachorros se entusiasmaram muito mais no primeiro caso, sinal de que eles não só se interessam mais pelo “maternês” como também sabem quando o vocabulário usado diz respeito a eles. Quando os animais puderam escolher com qual dos interlocutores teriam contato físico, eles optaram repetidamente pelos que comunicaram com voz aguda e fala emotiva.


No segundo experimento (com 16 machos e 16 fêmeas), fez-se o oposto: os falantes de maternês passaram a dizer coisas desinteressantes para os animais, enquanto os participantes que falavam com voz normal, passaram a dizer coisas como “bom garoto” ou “frango assado”. Resultado: Não deu em nada!


Só o assunto de interesse ou só a maneira de falar, individualmente, não são suficientes para atrair a atenção dos animais; é preciso unir as duas coisas. Nada bobos, né?! Vai pensando que dá para enganar esses espertinhos...


Fonte: Novva Comunicação



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